Padrasto e mãe são indiciados por morte de menina envenenada com “chumbinho” em Alto Horizonte
A Polícia Civil de Goiás indiciou Ronaldo Alves de Oliveira e Nábia Rosa Pimenta pela morte de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, que morreu após ingerir arroz contaminado com terbufós, substância popularmente conhecida como “chumbinho”, durante um jantar em Alto Horizonte, no Norte goiano. O crime ocorreu em 27 de março de 2026.
O irmão da vítima, de 8 anos, também consumiu o alimento e chegou a ser internado por 11 dias no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, mas sobreviveu.
Crimes atribuídos aos suspeitos
De acordo com a investigação:
- O padrasto foi indiciado por feminicídio e tentativa de homicídio, ambos triplamente qualificados.
- A mãe foi indiciada pelos mesmos crimes, mas por omissão imprópria, sob a alegação de que teria deixado de impedir o resultado fatal.
O que a polícia apontou
Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança registraram o jantar e reforçaram suspeitas contra o padrasto. Em um trecho, ele aparece se levantando com o prato cheio de alimento branco, o que, segundo o delegado, sugere que ele evitou ingerir o arroz contaminado, explicando o fato de seu exame toxicológico ter dado negativo.
A perícia encontrou terbufós na panela de arroz que estava guardada na geladeira. A mãe afirmou que viu Ronaldo guardando o recipiente após a refeição.
Além disso, a polícia encontrou restos do arroz no lixo colocado para fora da casa. Parte desse alimento teria sido consumido por gatos da vizinhança, que morreram posteriormente — e a perícia concluiu que a causa também foi envenenamento.
Estado atual do caso
Ronaldo está preso preventivamente desde 2 de abril, em Uruaçu. A prisão preventiva da mãe não foi solicitada, segundo a polícia, porque o pai biológico já está com a guarda unilateral do menino sobrevivente.
Os dois negaram participação no crime. A defesa do padrasto divulgou nota dizendo que recebeu o indiciamento com serenidade e que irá se manifestar apenas após análise completa do processo. A defesa da mãe não foi localizada até a publicação da matéria.
O caso agora deve avançar para o Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia e abertura de ação penal.



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