Goiás e Japão firmam parceria estratégica para exploração de terras raras
O Governo de Goiás assinou, nesta segunda-feira (9), um memorando de entendimento com o Japão para impulsionar a pesquisa, tecnologia e exploração de minerais críticos, com foco especial nos óxidos de terras raras. O acordo foi firmado entre a Autoridade de Minerais Críticos do Estado de Goiás (Amic) e a Organização Japonesa de Segurança em Metais e Energia (Jogmec).
O objetivo central é transformar o estado em um polo tecnológico, indo além da extração bruta para desenvolver a cadeia produtiva de componentes de alto valor agregado, como ímãs de alta performance.
Por que as Terras Raras são Estratégicas?
Estes minerais são componentes vitais para a indústria de alta tecnologia e para a transição energética global. Suas principais aplicações incluem:
- Mobilidade: Motores de carros elétricos.
- Energia Limpa: Turbinas eólicas.
- Eletrônicos: Celulares, computadores e sistemas de defesa.
Atualmente, o Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China, que domina quase 90% do refino global. Goiás desponta como protagonista nesse cenário, representando cerca de 25% da produção potencial do país.
O Diferencial de Goiás: O Caso de Minaçu
O estado já possui relevância internacional através da mineradora Serra Verde, em Minaçu, no norte goiano. A operação é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos magnéticos essenciais:
- Disprósio
- Térbio
- Neodímio
- Praseodímio
A extração em Minaçu utiliza argila iônica, um tipo de depósito que facilita o processamento e torna a operação mais competitiva e ambientalmente sustentável em comparação a outros tipos de mineração de terras raras.
Objetivos da Parceria com o Japão
O Japão é um dos líderes globais em tecnologia de refino e aplicação de minerais críticos. Segundo o vice-governador Daniel Vilela e o secretário Adriano da Rocha Lima, a cooperação visa:
- Intercâmbio Tecnológico: Trazer o know-how japonês para o refino mineral em solo goiano.
- Financiamento: Atrair investimentos para novas pesquisas geológicas.
- Verticalização da Produção: Desenvolver fábricas que utilizem o minério local para produzir o produto final (como ímãs), agregando valor econômico e gerando empregos qualificados no estado.
Além das terras raras, o acordo abre portas para o fortalecimento da exploração de outros minerais críticos presentes em Goiás, como o nióbio, cobre e alumínio.



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