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Goiás inaugura primeiro Centro de Processamento Celular da rede pública e amplia capacidade para transplante de medula

Estrutura instalada no Hemocentro Estadual vai permitir coleta e manipulação de células usadas em transplantes, com capacidade para até 60 procedimentos mensais. Serviço reduz dependência da rede privada e coloca Goiás entre os poucos estados com tecnologia pública desse nível.

O Governo de Goiás inaugura nesta terça-feira (14), às 10h, o primeiro Centro de Processamento Celular (CPC) da rede pública estadual. A nova unidade será instalada no Hemocentro Coordenador Estadual Prof. Nion Albernaz, em Goiânia, e terá papel decisivo no suporte a procedimentos de transplante de medula óssea.

A estrutura, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) e à Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo), será responsável por etapas altamente especializadas: coleta, manipulação e processamento de células, consideradas essenciais para terapias avançadas e transplantes hematológicos.

O investimento para implantação do centro ultrapassa R$ 660 mil, e a capacidade mínima estimada é de até 60 procedimentos por mês. O espaço foi equipado com tecnologia de alto padrão, incluindo freezers de -80°C, centrífugas refrigeradas, cabines de segurança biológica e sistemas de controle rigoroso, seguindo exigências técnicas previstas na regulamentação brasileira.

Com a inauguração, Goiás passa a integrar um grupo restrito de estados com esse tipo de estrutura na rede pública. O CPC goiano será o segundo centro público do Centro-Oeste e o nono do país, ampliando a autonomia regional para procedimentos de alta complexidade.

Além do impacto assistencial, o governo destaca que o centro representa também economia direta para o Estado, já que o serviço antes era realizado por contratação na rede privada. Agora, a operação passa a ser internalizada pelo sistema público, reduzindo custos e aumentando a capacidade de planejamento.

Inicialmente, o CPC atenderá a demanda do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), referência em alta complexidade em Goiás. No entanto, a estrutura foi projetada para ter alcance maior, com possibilidade de atendimento a outras unidades, inclusive de fora da rede estadual, tanto públicas quanto privadas.

A entrega do centro é vista como um passo estratégico para fortalecer a medicina especializada no estado, ampliando a capacidade do SUS em Goiás e reduzindo gargalos em procedimentos que exigem precisão técnica e infraestrutura altamente controlada.

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