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Polícia Civil prende mulher por venda clandestina de medicamentos para emagrecimento em Goiânia

Em uma ação integrada entre a Central de Flagrantes de Goiânia (1ª DRP) e a Delegacia de São Simão (8ª DRP), a Polícia Civil de Goiás efetuou a prisão em flagrante de uma mulher envolvida na comercialização irregular de substâncias para emagrecimento. A prisão ocorreu no último domingo (18), após uma investigação que rastreou a entrega de produtos via Correios.

A operação teve início quando a unidade de São Simão alertou sobre uma remessa suspeita destinada ao campus de uma instituição de ensino superior na capital. Com o auxílio de imagens de scanner e dados cadastrais fornecidos pelos Correios, os agentes confirmaram a presença de substâncias terapêuticas sem a devida regulamentação.


Apreensão de substâncias e materiais de embalagem

Os policiais interceptaram a encomenda no setor de protocolo da faculdade e, em seguida, dirigiram-se à residência da investigada. No local, foi descoberta uma estrutura para o armazenamento e possível fracionamento dos produtos. Entre os itens apreendidos estão:

  • 300 cápsulas de medicamento ainda não identificado;
  • Quatro frascos de Tirzepatida TG 15 mg;
  • Grande quantidade de frascos rotulados como “suplemento para emagrecimento” prontos para revenda.

A investigada confessou que adquiria as substâncias do mesmo fornecedor há dois anos para comercializá-las em Goiânia.


Enquadramento Legal e Riscos à Saúde

A mulher foi autuada com base no Artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção ou adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Especificamente, o crime consiste em manter em depósito e adquirir produtos sem registro no órgão de vigilância sanitária (Anvisa).

Este tipo de crime é considerado grave devido ao risco à saúde pública. Medicamentos como a tirzepatida, quando comercializados fora do controle médico e farmacêutico, podem causar efeitos colaterais severos, especialmente se a procedência e a dosagem forem incertas.

Após o pagamento de fiança, a acusada foi posta em liberdade e responderá ao processo à disposição do Poder Judiciário. A PCGO ressalta a importância de os consumidores buscarem tratamentos apenas em farmácias autorizadas e sob prescrição médica.

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