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Em discurso na Alego, Caiado adota tom de campanha e foca críticas no PT e em Marconi Perillo

O governador Ronaldo Caiado (PSD) utilizou sua última participação na abertura do ano legislativo da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta quarta-feira (18), para consolidar seu discurso de pré-candidato à Presidência da República. Em uma fala marcada pelo embate direto, Caiado não poupou munição contra o governo federal do presidente Lula e contra seu principal adversário local, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).

A estratégia central do discurso foi vincular as duas figuras como “gêmeos siameses” da política. Sem citar nominalmente o tucano, o governador acusou a gestão anterior de atuar em conjunto com o PT nacional para travar obras e prejudicar o desenvolvimento de Goiás, buscando criar um contraste entre o passado e sua atual administração.


Segurança pública e ataques diretos

A segurança pública, principal vitrine do governo estadual, foi o tema mais sensível do discurso. Caiado elevou o tom contra o presidente Lula e aproveitou para alfinetar Marconi:

  • Conivência e Narcotráfico: O governador afirmou que o atual cenário nacional é de “conivência com o narcotráfico” e que Goiás vivia situação semelhante antes de 2019.
  • Ultimato aos Criminosos: Reitero seu lema de que “em Goiás, ou o bandido muda de profissão, ou muda de estado”, projetando essa postura como uma solução para o Brasil.
  • Provocação Pessoal: Em uma referência direta ao fato de Marconi Perillo ter fixado residência em São Paulo nos últimos anos, Caiado disparou: “Não vou ter que me mudar de Goiás e morar em São Paulo”.

Rebate à oposição e indicadores econômicos

O tom irônico também deu o tom da fala quando Caiado respondeu às críticas do deputado Antônio Gomide (PT). O parlamentar havia questionado pontos como a gestão da UEG, o Ipasgo e o déficit primário. Em resposta, o governador sugeriu que a oposição “precisa estudar” para tratar dos temas com precisão técnica.

Para sustentar sua imagem de bom gestor, Caiado apresentou números e fez comparações:

  1. Dívida Pública: Criticou o endividamento do governo federal (citando 94% do PIB) e comparou o modelo petista ao que encontrou em Goiás em 2019.
  2. Caixa do Estado: Afirmou que deixará o governo em 31 de março com R$ 9,8 bilhões em caixa.
  3. Aprovação: Citou os índices de 88% de aprovação de seu governo em pesquisas como prova de que seu modelo é o “exemplo a ser demonstrado nacionalmente”.

Projeção Nacional: “Autoridade Moral”

Ao encerrar, Caiado focou no que chama de “falta de autoridade moral” no comando do país, alertando para o que classificou como um risco de “venezuelização” caso o Brasil não adote um modelo de gestão baseado na disciplina e no rigor fiscal. Com a data de sua desincompatibilização marcada para março, o discurso na Alego funcionou como o lançamento informal de sua plataforma de oposição ao governo federal para as eleições de 2026.

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